Por muito tempo, a liderança autocrática foi o modelo de gestão mais conhecido e utilizado no mundo.
Mas, apesar da sua popularidade, esse modelo não é indicado para todos os tipos de empresas e times.
Por isso, além do estilo de liderança autocrática, há outros que você também deve avaliar para entender qual é o mais indicado para a sua organização.
O que é a liderança autocrática?
Antes de falarmos sobre liderança autocrática, é importante pensarmos no que é, de fato, ser um líder.
Muitos pensam que é aquela pessoa que está à frente dos projetos ou quem delega tarefas.
Há ainda quem diga que é quem tem um cargo superior, que é um consultor para tirar dúvidas ou que é quem toma decisões.
A verdade é que liderar é algo complexo que envolve muitas tarefas, mas especialmente a arte de orientar pessoas com um propósito compartilhado.
Isso pode ser feito de diversas formas, dependendo da cultura da empresa e dos resultados que ela busca.
A liderança autocrática é um estilo de gestão que se baseia na autoridade e no controle centralizado sobre todas as pessoas que estão abaixo hierarquicamente, por isso, também é chamada de liderança autoritária.
Isso quer dizer que as decisões são tomadas pela liderança, sem (ou quase nenhuma) participação da equipe, do setor ou de todos os colaboradores da empresa.
Como todo o poder está concentrado na liderança, todos os processos, responsabilidades e métricas de avaliação de resultados são definidos por ela.
É um modelo rígido e pouco flexível, o que vai contra a tendência da liderança humanizada, mas isso não quer dizer que ela é contraindicada para todos os gestores e segmentos.
Liderança autocrática: vantagens e desvantagens
Todos os estilos de liderança têm vantagens e desvantagens.
O ponto que você deve analisar é quais são as características que sua empresa precisa para saber se esse estilo vai gerar mais impacto positivo ou negativo.
Vantagens da liderança autocrática
Um dos principais benefícios da liderança autocrática é a agilidade.
Quando apenas uma pessoa toma decisões, a tendência é que esse processo seja mais rápido, já que não é necessário trocar pontos de vista ou consultar outras pessoas e há menos etapas.
Outra consequência é a organização.
Como todo o planejamento é realizado por uma única pessoa, há uma definição clara de processos, equipes, prazos e resultados, e todos sabem exatamente o que devem fazer.
E, como os colaboradores conhecem todos os processos e sabem o que é esperado deles em cada momento, sua rotina se torna menos imprevisível e os resultados mais consistentes.
Desvantagens da liderança autocrática
Assim como todos os outros estilos, a liderança autocrática também oferece algumas desvantagens, como:
- Menos criatividade: sem a participação dos colaboradores, é mais difícil propor soluções inovadoras e alcançar resultados diferentes, o que diminui a competitividade da empresa no mercado.
- Mais dependência: como os times dependem completamente das decisões da gestão, não saberão o que fazer quando ela estiver ausente, o que impacta a produtividade e os resultados alcançados.
- Menos motivação: os colaboradores querem ser ouvidos e participar das decisões dentro das equipes, especialmente aquelas que afetam seu trabalho. A longo prazo, essa falta de diálogo pode causar insatisfação e acelerar a rotatividade.
Diferença entre liderança autocrática, democrática e liberal
Lembra que no começo do texto comentamos que existem outros modelos de liderança? Pois bem, os principais são os estilos de liderança autocrático, liberal e democrático.
A liderança autocrática você acabou de conhecer, agora é hora de conhecer as outras duas.
A liderança democrática ou participativa é o oposto da autocrática, justamente porque a gestão encoraja a participação dos colaboradores nas decisões, por meio de suas experiências e conhecimentos.
Dessa forma, conseguem chegar a soluções criativas para atender às necessidades do mercado, que está em constante mudança.
Além disso, como a comunicação é mais fluida e o relacionamento da equipe é muito mais aberta, há menos conflitos internos.
A principal característica da liderança democrática é que a equipe tem mais autonomia para cumprir com seus objetivos e trabalha de forma mais engajada.
Apesar de ser bem mais flexível, em momentos de crise, conflitos podem aparecer com maior frequência, que podem demorar para se resolver.
Outra liderança que você deve conhecer é a liberal, também chamada de laissez faire.
Esse estilo é caracterizado, inicialmente, como um modelo mais rígido seguido de flexibilidade. Os colaboradores são acompanhados de perto, até que estejam adaptados à sua função. Depois, a equipe vai recebendo cada vez mais liberdade para cumprir com seu papel, até que fique totalmente autônoma.
Vale ressaltar que a liderança liberal exige muito planejamento para que o time não fique perdido a médio e longo prazo.
Como é, na prática, cada estilo de liderança?
Para ficar ainda mais fácil de identificar quais são os tipos de liderança autocrática, liberal e democrática, veja esses exemplos.
Exemplos de liderança autocrática
A liderança autocrática é muito comum em empresas e em governos.
Uma das figuras famosas que utilizou este tipo de liderança foi a primeira-ministra do Reino Unido, entre os anos de 1979 e 1990, Margaret Thatcher.
Outro exemplo de liderança autocrática que podemos citar é Napoleão Bonaparte.
No mundo corporativo, temos Steve Jobs, fundador da Apple, que, por muitas vezes, utilizou este modelo enquanto estava à frente da empresa.
Elon Musk, Jeff Bezos e Bill Gates também são conhecidos por adotarem a liderança autocrática, tomando grandes decisões sem consultar seus times.
Exemplos de liderança democrática
Larry Page, cofundador do Google, que sempre estimulou a criatividade em seus colaboradores para encontrar soluções e promover inovações, é um ótimo exemplo de liderança democrática.
Tim Cook, CEO da Apple, também pode ser citado aqui. Ele é conhecido por se cercar de especialistas para tomar as melhores decisões de forma conjunta.
Outro exemplo famoso é Nelson Mandela, presidente da África do Sul e líder do movimento contra o Apartheid, que sempre acreditou no aprendizado sem imposições e na colaboração entre as pessoas.
Exemplos de liderança liberal
Como exemplo da liderança liberal, podemos citar Ronald Reagan, 40º presidente dos Estados Unidos.
Apesar de ser uma figura forte, ele acreditava na capacidade de seus comandados, já que muitos eram figuras importantes e experientes dos setores de finanças, engenharia, entre outros.
Também temos o exemplo de Warren Buffett, CEO da Berkshire Hathaway, e conhecido mundialmente por ser uma referência no mundo dos investimentos.
Ele sempre deu liberdade para seus colaboradores tomarem as decisões que julgassem corretas para a empresa.
E, mais recentemente, podemos citar Paul Allen, da Microsoft. Ele estimula novas ideias, incentiva trocas e constrói times inovadores.
Afinal, vale a pena estimular a liderança autocrática?
Não existe um tipo de liderança que seja indicado para todos os negócios e setores.
É preciso entender quais são os objetivos da empresa, os desafios enfrentados, as habilidades desejadas e o que a própria cultura organizacional dita.
Uma boa ideia é estimular a liderança não seguir à risca um modelo, adequando suas comunicações e comportamentos para atender as necessidades e desejos do time.
A Escola do Caos é uma escola de liderança que pode ajudar sua empresa a desenvolver os gestores da melhor forma possível, considerando seu contexto e suas metas a curto e longo prazo.
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