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Liderança e gestão de pessoas: o que o RH precisa desenvolver hoje

A maioria das organizações já entende a necessidade de reinventar a liderança e a gestão de pessoas. Exatamente 73% delas. 

No entanto, apenas 7% afirmam fazer progressos significativos nessa direção. 

Os dados da pesquisa Tendências Globais de Capital Humano 2025, da Deloitte, revelam a distância entre o que as organizações reconhecem que precisa mudar e o que efetivamente conseguem transformar. 

Essa lacuna expõe um descompasso estrutural entre o mundo do trabalho e os modelos de liderança que ainda sustentam muitas empresas. 

O contexto ficou mais instável, a transformação tecnológica ganhou velocidade e as relações de trabalho se tornaram mais fluidas.  

Ainda assim, muitas organizações continuam operando sob modelos baseados em controle, previsibilidade e estabilidade. 

O problema é que esses pressupostos já não respondem à realidade atual. 

O mundo mudou. A liderança e gestão de pessoas também? 

Ainda não na velocidade que o cenário exige. 

E é justamente nesse intervalo que surgem as tensões mais críticas dentro das organizações.  

Hoje, liderar deixou de ser apenas garantir processos bem executados. Trata-se de influenciar comportamentos, sustentar cultura em ambientes instáveis e criar condições para que a performance aconteça mesmo em cenários de alta complexidade e mudança contínua. 

Nesse novo contexto, o papel da liderança e gestão de pessoas deixa de ser operacional para se tornar essencialmente humano e sistêmico:  

  • menos controle e mais influência, 
  • menos gestão de tarefas e mais criação de sentido. 

O impacto de uma gestão de pessoas mal estruturada  

Uma gestão de pessoas fragilizada afeta muito mais do que o clima organizacional. 

Ela reduz engajamento, aumenta a rotatividade, compromete a colaboração e enfraquece a capacidade das equipes de lidar com pressão e mudança constante. 

Os números ajudam a dimensionar esse cenário. Segundo a pesquisa State of the Global Workplace, da Gallup, apenas 23% dos profissionais no mundo se sentem engajados no trabalho. 

O relatório também mostra que equipes mal lideradas tendem a apresentar mais desmotivação, desconexão e baixa produtividade. 

Quando falta clareza, desenvolvimento e confiança, o trabalho passa a operar em modo reativo. 

Aumentam os conflitos, o retrabalho, a dificuldade de colaboração entre áreas e a perda de alinhamento dentro das equipes. O impacto aparece diretamente na performance e na capacidade de inovação das empresas. 

Outro efeito recorrente é a alta rotatividade. 

Profissionais dificilmente permanecem em ambientes marcados por microgestão, ausência de reconhecimento e lideranças despreparadas para lidar com pessoas em cenários mais complexos. 

De acordo com a McKinsey & Company, fatores ligados à relação com a liderança estão entre os principais motivos de desligamento voluntário. 

Esse cenário também aumenta a pressão sobre as próprias lideranças. 

Gestores passaram a lidar simultaneamente com cobrança por resultados, equipes emocionalmente desgastadas e mudanças contínuas, muitas vezes sem preparo ou suporte adequado. 

Dados da World Health Organization mostram que ambientes de trabalho estressantes estão diretamente relacionados ao aumento de ansiedade, Burnout e depressão. 

No Brasil, os afastamentos por transtornos mentais cresceram de forma significativa nos últimos anos. 

Em 2025, foram concedidos 546.254 benefícios por transtornos mentais e comportamentais, um crescimento de 15,66% em comparação a 2024, quando foram concedidos 472.328 benefícios. 

Mais do que um problema individual, esse cenário revela uma dificuldade organizacional crescente de sustentar relações saudáveis, clareza e segurança psicológica em ambientes de alta pressão.

Como estruturar a liderança e a gestão de pessoas? 

Desenvolver pessoas hoje exige mais do que investir apenas em hard e soft skills tradicionais. 

Em um cenário marcado por transformação digital e mudanças constantes, empresas precisam fortalecer capacidades como adaptação, tomada de decisão em ambientes ambíguos e aprendizagem contínua. 

O relatório Future of Jobs 2025, do World Economic Forum, aponta pensamento analítico, resiliência, flexibilidade, liderança e aprendizagem contínua entre as competências mais valorizadas nos próximos anos. 

Ao mesmo tempo, cresce a importância de criar rituais consistentes de feedback e desenvolvimento. Segundo o relatório State of Performance Enablement, da Betterworks, empresas com culturas de feedback contínuo apresentam maior alinhamento entre equipes, mais clareza sobre expectativas e maior engajamento. 

Outro desafio importante está nos programas de desenvolvimento corporativo. Em muitas organizações, treinamentos ainda seguem formatos genéricos e pouco conectados às pressões reais enfrentadas pelas equipes. 

Dados do Relatório de Aprendizagem no Local de Trabalho 2025, elaborado pelo LinkedIn, mostram que profissionais valorizam experiências de aprendizagem mais aplicáveis à rotina, com foco em resolução de problemas, comunicação, liderança e adaptação. 

O estudo também aponta que apenas 36% das organizações possuem programas robustos de desenvolvimento de lideranças capazes de gerar impacto consistente para o negócio. 

Em um mercado marcado por transformação constante, liderança e gestão de pessoas já não podem se apoiar em fórmulas prontas. 

As empresas mais preparadas para o futuro serão aquelas capazes de conectar desenvolvimento humano, contexto organizacional e desafios reais da operação.

Se a sua organização quer fortalecer liderança e gestão de pessoas de forma mais estratégica, humana e conectada aos desafios atuais, a Escola do Caos pode ajudar nessa transformação. 

Fale com a gente e conheça possibilidades para desenvolver lideranças mais preparadas para o futuro do trabalho.

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