Upskilling e reskilling são abordagens fundamentais para garantir o crescimento e a competitividade das empresas no mercado atual.
Segundo o relatório Future of Jobs 2025, o gap de habilidades no mercado de trabalho é um dos principais obstáculos para empresas que querem se transformar e crescer. Além disso, o estudo aponta que as organizações esperam que 39% das habilidades essenciais dos colaboradores mudem nos próximos cinco anos.
Ou seja, o desenvolvimento de skills é fundamental, mas não é estático: esse processo precisa acompanhar os movimentos do mercado.
Nesse contexto, upskilling e reskilling são processos centrais para garantir um bom desempenho no negócio. Continue a leitura e saiba mais sobre esse tema!
O que são upskilling e reskilling?
Em primeiro lugar, é preciso entender melhor esses conceitos.
O upskilling se refere ao processo de aprofundar o conhecimento e as habilidades do colaborador, para que ele se mantenha atualizado em relação às inovações da sua área.
Já o reskilling consiste em uma requalificação, ou seja, no aprendizado de novos conhecimentos e competências para desempenhar outra função na empresa.
Com as mudanças frequentes do mercado, ambos são essenciais para a capacitação das equipes de uma organização.
O upskilling garante que os times evoluam e desenvolvam uma atuação mais consistente e atualizada, enquanto o reskilling faz com que se adaptem a novos modelos de trabalho, estruturas de cargos e até mesmo às novas profissões que vêm surgindo nos últimos anos.
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Benefícios de investir em upskilling e reskilling
No mundo atual, a qualificação prévia de um profissional não é mais o fator determinante para avaliar seu desempenho. É por isso que grandes empresas, como a Google, já selecionam seus colaboradores com base em skills, e não em diplomas.
Nesse contexto, a aprendizagem contínua dos colaboradores e o desenvolvimento de novas habilidades se tornam ainda mais relevantes, já que esse processo garante a atualização constante às mudanças do mercado.
Além disso, investir em upskilling e reskilling também traz benefícios como:
- retenção de talentos: a capacitação contínua dos colaboradores promove a formação de vínculos sólidos e estimula as pessoas a permanecerem no local, especialmente se houver a possibilidade de requalificação para explorar outros caminhos profissionais, como no caso do reskilling,
- aumento da produtividade: equipes capacitadas têm um índice de erros menor e conhecem caminhos mais eficientes para executar suas tarefas,
- redução dos gaps de habilidades: os gaps, ou lacunas, são preenchidos por meio de upskilling e reskilling, já que esses processos ajudam a organização a direcionar o desenvolvimento das equipes conforme suas necessidades,
- mais inovação: essas abordagens são essenciais para empresas que querem inovar, já que esse tipo de capacitação garante que equipes e lideranças se mantenham sempre alinhadas às transformações e tendências do mercado.
Como o RH pode colocar isso em prática?
E, afinal, como o RH pode colocar upskilling e reskilling em prática na gestão de talentos do negócio?
Algumas ações importantes para cumprir essa tarefa são:
- avaliar de quais habilidades a empresa necessita atualmente,
- definir objetivos claros, com metas bem definidas para o desenvolvimento de cada colaborador,
- contar com programas de treinamento personalizados, que atendam às necessidades reais dos times,
- implementar uma cultura de aprendizado contínuo, em que todos estejam dispostos a evoluir e inovar em sua atuação profissional.
Assim, o RH ajuda a colocar os processos de upskilling e reskilling em prática na empresa, garantindo que as equipes aprofundem suas habilidades ou que adquiram novos conhecimentos para atuar em outras frentes.
Curtiu esse conteúdo? Continue aqui no blog da Escola do Caos para descobrir o que é RH 5.0 e como se tornar um!