Em um cenário de mudanças rápidas e constantes, o bem-estar no trabalho se tornou uma prioridade para as organizações.
Assim, cada vez mais, as empresas vêm criando práticas e políticas que têm o objetivo de melhorar a saúde mental e emocional das equipes, especialmente com a atualização da NR-01.
Por outro lado, um estudo realizado pela McKinsey constatou que as organizações avaliam a saúde mental de seus funcionários de forma 22% mais favorável do que os próprios colaboradores.
Ou seja, a mudança acontece no discurso, mas não reflete no dia a dia dos times da empresa.
Por isso, para implementar medidas realmente capazes de ajudar a melhorar o bem-estar no trabalho, é preciso saber como acompanhar a sua eficácia com as métricas certas. Continue a leitura e conheça as principais!
Qual a importância do bem-estar no trabalho?
Como todo profissional de RH já sabe, o mundo corporativo está mudando a todo momento, com a chegada de novas tecnologias e até mesmo novos modelos de trabalho.
Esse movimento gera inovações e avanços importantes, mas pode sobrecarregar colaboradores e lideranças quando não há um acompanhamento do seu bem-estar no trabalho.
É aí que surge o RH 5.0, um movimento que busca implementar tecnologias na gestão de pessoas das empresas, com o objetivo de melhorar a experiência dos colaboradores.
Assim, em um momento de grandes transformações, é preciso colocar as pessoas no centro da estratégia e garantir que elas sejam capazes de acompanhar essa jornada com saúde e qualidade de vida.
Quais métricas acompanhar para monitorar o bem-estar no trabalho?
Existem muitas métricas que podem ajudar o RH a monitorar o bem-estar no trabalho. Aqui vão algumas delas!
Absenteísmo
O índice de absenteísmo mostra as faltas não planejadas, atrasos ou saídas antecipadas dos colaboradores.
O objetivo de acompanhar essa métrica não é simplesmente fazer cobranças às equipes, mas investigar os motivos pelos quais as faltas podem estar acontecendo.
Em diversos casos, esse tipo de situação pode estar relacionado à falta de motivação, baixo engajamento, clima organizacional ruim ou até mesmo transtornos como depressão e ansiedade.
Turnover
O turnover consiste na taxa de saída de pessoas da empresa, e pode ajudar o RH a entender se há algum problema relacionado ao bem-estar no trabalho.
Vale lembrar que, de acordo com um estudo da Infojobs, 90% dos profissionais brasileiros consideraram trocar de emprego por motivos de saúde mental, satisfação ou felicidade no trabalho.
Para tornar essa métrica ainda mais valiosa, vale a pena fazer um offboarding para entender o que motivou a decisão e levantar os pontos de melhoria da empresa.
Clima organizacional
As pesquisas de clima organizacional também são um ótimo recurso para fazer esse monitoramento.
Afinal, a saúde mental e emocional dos colaboradores depende diretamente da sua percepção em relação ao ambiente de trabalho e às relações que se estabelecem nesse espaço.
Para ter respostas verdadeiras e evitar a harmonia artificial, recomendamos que isso seja feito com uma consultoria terceirizada ou ainda em formulários anônimos. Muitas vezes, é isso que dá liberdade para os times falarem como realmente se sentem, sem temer represálias.
Engajamento
Por fim, outro índice que vale a pena acompanhar é o de engajamento dos colaboradores.
Desmotivação e falta de engajamento nas atividades são um desafio comum em muitas empresas e são sinais de que algo não vai bem no ambiente de trabalho.
Perguntas sobre motivação, perspectivas de futuro do profissional, percepção sobre a relação com colegas e até mesmo sugestões para a gestão são um bom caminho para fazer esse monitoramento.
Acompanhar essas métricas ajuda o RH a monitorar o bem-estar no trabalho e verificar a eficácia das suas iniciativas, o que leva a políticas mais fortes e efetivas no cuidado com a saúde mental e emocional das pessoas.
Agora que você já está por dentro desse assunto, continue aqui para descobrir a importância da capacitação contínua e como aplicá-la na empresa!