Unir neurociência e aprendizagem corporativa pode ser o melhor caminho para melhorar o desenvolvimento de equipes e lideranças.
Há alguns anos, essa área da ciência vem fazendo descobertas importantes sobre como o cérebro funciona e como ele se comporta em situações de aprendizagem.
Por outro lado, é claro que usar esses avanços a favor da empresa não significa virar especialista no assunto, mas utilizar os insights certos para melhorar a retenção de informações e o desenvolvimento de habilidades na organização.
Bora saber mais? Continue a leitura e saiba como neurociência e aprendizagem corporativa podem trabalhar juntas!
A união entre neurociência e aprendizagem corporativa
Para os especialistas que defendem a união entre neurociência e aprendizagem corporativa, o princípio é simples: para ensinar de forma efetiva, é preciso entender o lugar onde tudo acontece, o cérebro.
Diferente das metodologias tradicionais, essa abordagem inovadora, chamada de neuroaprendizagem, considera aspectos como memória, atenção e emoções para estruturar os programas de desenvolvimento.
Um exemplo é o uso de gatilhos emocionais na estruturação das jornadas de aprendizagem, pois eles ativam áreas do cérebro responsáveis por tornar experiências mais memoráveis.
Um exemplo disso é o progresso visível, que faz com as pessoas percebam sua evolução por meio de marcos claros e pequenas conquistas. O pertencimento também é um bom gatilho emocional, já que criar uma comunidade aumenta o engajamento e o interesse.
Assim, a educação corporativa usa os avanços da ciência a seu favor para criar trilhas de aprendizagem mais efetivas e transformadoras.
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Quais os benefícios da neuroaprendizagem?
Promover o desenvolvimento dos colaboradores e das lideranças com base na neuroaprendizagem traz muitos benefícios, como:
- maior retenção do conhecimento,
- engajamento elevado das equipes,
- impacto visível no desempenho,
- promoção de uma cultura de inovação que começa desde a aprendizagem.
É por isso que neurociência e aprendizagem corporativa já andam juntas em diversas empresas, inclusive algumas gigantes do mercado.
A Google, por exemplo, que se destaca quando o assunto é o desenvolvimento de suas lideranças e equipes, tem programas de treinamento baseados em premissas da neurociência.
Eles apoiam um tipo de aprendizado que ocorre a partir de cenários e conhecimentos mais próximos da vida real, envolvendo ambiguidades, sentimentos e decisões difíceis.
Além disso, a jornada da liderança é personalizada com base no seu estilo e crenças, o feedback ocorre de forma rápida e constante, e tudo é feito de forma contextualizada para aumentar o valor do que é ensinado.
Podem parecer ações pequenas, mas são justamente elas que transformam o desenvolvimento dos gestores e da equipe.
Como unir neurociência e aprendizagem corporativa na prática?
Agora, a pergunta que não quer calar: que tipos de estratégias as organizações podem utilizar para aproximar neurociência e aprendizagem corporativa?
Como já dissemos, não é preciso se tornar especialista em neurociência para utilizá-la a favor do desenvolvimento na sua organização.
O que importa é conhecer os caminhos que melhor se adaptam aos aspectos neurais do aprendizado, ou seja, aqueles que focam em criar experiências marcantes na memória das pessoas para melhorar a retenção do conhecimento.
Algumas estratégias que podem ajudar nesse sentido são:
- gamificação: essa metodologia usa desafios e recompensas para liberar dopamina no cérebro e tornar o aprendizado mais prazeroso,
- realidade virtual: tecnologias que simulam a realidade ativam tanto as áreas emocionais quanto racionais do cérebro, criando um impacto mais profundo,
- experiências personalizadas: mesmo sem recursos tecnológicos avançados, simulações de conflitos e dilemas reais são uma boa forma de estimular o cérebro e criar um momento de imersão no aprendizado.
Unir neurociência e aprendizagem corporativa é um ótimo caminho para impulsionar o desenvolvimento das suas equipes, com estratégias simples, mas inovadoras, que utilizam os avanços da ciência a favor do crescimento do negócio.
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