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Desaprender e reaprender: por que essa capacidade se tornou essencial para as lideranças?

Desaprender e reaprender já deixou de ser apenas uma tendência no mundo corporativo. Em muitos casos, continuar preso a práticas antigas é justamente o que impede lideranças de evoluírem. 

Desaprender não significa esquecer, mas abandonar de forma intencional conhecimentospráticas e comportamentos que já não acompanham um cenário em transformação.  

Em contextos de mudança acelerada, antigas formas de pensar podem limitar adaptação e inovação. 

Ao mesmo tempo, reaprender envolve desenvolver novos conhecimentos e habilidades para responder às demandas atuais.  

O desafio é que desaprender e reaprender nem sempre acontece de forma simples, já que exige revisão de hábitos, referências e modelos mentais consolidados. 

Lideranças mais abertas ao aprendizado 

De acordo com o estudo Estudo Global de Eficácia da Liderança: Brasil, realizado pela Hogan Assessments, cresce a valorização de líderes mais empáticos, curiosos e abertos ao aprendizado contínuo. 

Para se ter ideia, 69% das pessoas esperam líderes dispostos a aprender continuamente, reforçando que a capacidade de aprender, desaprender e se adaptar passou a ser vista como uma competência essencial para liderar. 

Essa transformação também aparece em pesquisas globais sobre o futuro do trabalho. Segundo o relatório The Future of Jobs Report 2025, do World Economic Forum, 39% das habilidades atuais dos profissionais devem se transformar ou se tornar obsoletas até 2030 

O estudo aponta aprendizado contínuoflexibilidade, curiosidade adaptabilidade entre as competências mais importantes para os próximos anos. 

Diante desse cenário, aprender constantemente já não basta. Para muitas lideranças, será necessário também desaprender padrões antigos para acompanhar mudanças, desenvolver equipes e responder a contextos cada vez mais complexos. 

Desaprender e reaprender: por que é tão importante?  

Empresas, pessoas e mercado mudam. E lideranças que não conseguem desaprender frequentemente se tornam um dos principais bloqueios para transformação dentro das organizações. 

Quando gestores permanecem presos a padrões antigosaumenta a resistência à mudança, diminuem as possibilidades de inovação e cresce a dificuldade de responder rapidamente a novos contextos. 

Uma liderança acostumada a controlar todos os processos talvez precise desaprender a centralização para desenvolver mais autonomia nos times. Gestores formados em culturas rígidas precisam reaprender formas mais colaborativas de comunicação e tomada de decisão. 

Além disso, lideranças que não revisam suas próprias formas de pensar costumam enfrentar dificuldades para se conectar com as equipes. Principalmente em ambientes multigeracionais, nos quais as expectativas sobre trabalho, desenvolvimento e liderança mudaram significativamente nos últimos anos. 

O impacto aparece diretamente na cultura organizacional. Times menos engajadosmenor capacidade de adaptaçãodificuldade de colaboração e ambientes mais resistentes ao aprendizado contínuo são algumas das consequências. 

Segundo pesquisa da McKinsey & Companyorganizações que incentivam aprendizado contínuo e adaptabilidade têm mais chances de responder rapidamente a mudanças e sustentar inovação no longo prazo. 

Isso significa que lideranças capazes de desaprender e reaprender tendem a se tornar peças estratégicas para organizações que precisam inovar, se adaptar e responder rapidamente às transformações do mercado. 

Como o RH pode estimular o desaprender e reaprender nas lideranças? 

Desenvolver essa capacidade exige muito mais do que treinamentos técnicosO RH tem papel fundamental na construção de ambientes que estimulem reflexão, experimentação e aprendizagem contínua nas lideranças. 

Mudanças geram mais resistência quando não fazem sentido para quem precisa colocá-las em prática. 

Por isso, antes de implementar novos processos, tecnologias ou modelos de gestão, é importante mostrar às lideranças os impactos das transformações no negócio, nas pessoas e no mercado. 

Quando gestores entendem o contexto das mudanças, aumentam as chances de engajamento e abertura para reaprender. 

Algumas práticas importantes: 

  •  estimule questionamentos, 
  • exponha a liderança a situações novas, 
  • garanta segurança para errar e ajustar, 
  • forneça os recursos necessários. 

Precisa de ajuda para preparar a liderança para o futuro? Conte com a Escola do Caos. 

Desenvolvemos soluções focadas na transformação de lideranças e culturas organizacionais, ajudando empresas a construir times mais preparados para lidar com mudanças, inovação e novos desafios do mercado. 

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